O Rio de Janeiro é a cidade com a maior malha de ciclovias no Brasil.
É uma pena que isso não seja um motivo para comemorar, pois a
maioria das pessoas não deveria nem estar usando ou não faz ideia de
como usá-las com segurança e prudência.
Na imagem acima, vemos uma ciclovia por onde passam, além de ciclistas, pedestres comuns, alguns arrastando carrinhos, como se em calçadas comuns estivessem.
Pra começar, as ciclovias foram criadas para o transporte de ciclistas, ou seja usuários de BICICLETAS. Tolera-se o uso por patinadores, skatistas e corredores, devido à velocidade compatível com a de ciclistas. Essa história de preferência para o pedestre foi criada por políticos para caçar votos. Isso não é uma postura contra o pedestre, pois, no entorno da maioria das ciclovias, há calçadas amplas, justamente para o pedestre, mesmo porque, numa rua ou avenida comum, o pedestre não fica desfilando, correndo o risco de ser atropelado.
Sendo assim, o bom senso nos diz que, nas ciclovias, não é lugar de:
- pessoas paradas, como se elas fossem calçadas comum,
- pessoas caminhando (se não houver calçadas de apoio lateral, utilizar o extremo direito da ciclovia),
- usuários de cadeiras de rodas,
- transportadores de gelo e bebidas que, quase sempre, ocupam mais de uma faixa, diminuindo a segurança dos outros usuários,
-
skatistas e patinadores fazendo acrobacias cinematográficas, mas que,
para isso, ocupam quase que toda a ciclovia, fragilizando a segurança,
- bicicletas elétricas, motocicletas e outros veículos que não sejam movidos exclusivamente por energia humana direta.
Entretanto, o bom usuário da ciclovia também deve saber que:
- tem que respeitar os sinais de trânsito, quando existirem, pois os pedestres necessitam atravessar com segurança;
- deve utilizar o lado direito da faixa e sempre ultrapassar pelo lado esquerdo (sim, muito analogamente ao que ocorre no trânsito)
Quando essas regras não são observadas, um sábado de sol, por exemplo, pode virar um pesadelo devido a aborrecimentos e acidentes, transtornos que poderiam ser evitados se fosse utilizado o procedimento do "cada macaco no seu galho".
A imagem abaixo não é impossível aqui no Rio. Ela é um exemplo que vem de São Paulo, e repare que os ciclistas estão utilizando a ciclovia da forma correta e os pedestres, na calçada lateral.
É triste ter que dizer, por exemplo, "hoje, devido à chuva e ao vento, pedalar foi maravilhoso". Parece mais um paradoxo, mas é a realidade no Rio.
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